Mariana Relvas
Mariana Relvas
Mariana Relvas
Mariana Relvas
Margarida Relvas
Maria da Conceição de Lemos Magalhães
Maria da Conceição de Lemos Magalhães
Margarida Relvas
Maria da Conceição de Lemos Magalhães
Mariana Relvas
Mariana Relvas
Mariana Relvas
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Margarida Relvas
Maria da Conceição de Lemos Magalhães
Maria da Conceição de Lemos Magalhães
Margarida Relvas
What they saw
Fotógrafas Amadoras em Portugal 1860–1920
The projet WOMENPHOT.PT investiga o papel de fotógrafas amadoras e profissionais em Portugal entre 1860 e 1920, valorizando contributos historicamente esquecidos. Através de investigação arquivística, criação de base de dados, exposições e divulgação pública, pretende preservar e dar visibilidade ao trabalho destas mulheres, promovendo leituras sobre fotografia, género e emancipação feminina.
Nova Fotógrafa
Call For Papers
Maria da Conceição de Lemos Pereira de Lacerda Santiago nasceu em Condeixa-a-Nova, filha de Francisco de Lemos Ramalho Pereira de Azeredo Coutinho e Amélia de Madre de Deus Santiago. Casou-se, em 1884, com o político e escritor Luís de Magalhães, filho de José Estêvão, com quem teve sete filhos. Fixaram-se em Moreira da Maia a partir de 1885.
Project
O projeto de investigação WOMENPHOT.PT pretende contribuir para os estudos visuais e de género, analisando a prática de fotógrafas em Portugal na segunda metade do século XIX e início do século XX.
Apesar do particular relacionamento que tiveram com a prática fotográfica desde a sua invenção, é recente o seu reconhecimento por parte da historiografia especializada. A partir da década de 1850, tanto fotógrafas profissionais como amadoras criaram estúdios fotográficos em nome próprio, foram contratadas para executar distintas tarefas técnicas nos laboratórios fotográficos ou usaram a fotografia como instrumento de auto-representação.
Na última década, e em sintonia com o panorama internacional, também em Portugal se começa a rever o papel da mulher nas práticas fotográficas deste período analisando a contingência que pautou a sua produção.
Efectivamente, a maior dificuldade na prossecução deste levantamento reside na identificação e localização de fotografias que tenham sobrevivido ao tempo e às quais se possa certificar uma autoria. A sua dispersão por diversos arquivos públicos e colecções privadas tem dificultado o estudo e uma revisão historiográfica mais abrangente. Além disso, representa um desafio para alcançar o reconhecimento nacional e internacional e a respectiva disseminação do seu trabalho fotográfico.
Respondendo a esta questão, o projeto visa documentar e dar visibilidade às contribuições e à produção fotográfica de fotógrafas amadoras em Portugal durante a segunda metade do século XIX e início do século XX, centrando-se em duas linhas complementares.
A primeira, que dá seguimento ao levantamento já iniciado de fotógrafas profissionais e amadoras que exerceram a sua actividade em Portugal, através da criação de uma base de dados e da sua posterior publicação numa plataforma digital de acesso público, garantindo efectiva acessibilidade e disseminação dos resultados da pesquisa. A base de dados abrange a identificação e catalogação de fotografias em álbuns e periódicos, participação em exposições, caracterização das suas actividades profissionais e reconhecimento público na crítica da época. Permitirá ainda ampliar o envolvimento e a compreensão deste importante património visual, encorajando e promovendo futuras pesquisas sobre o assunto.
A segunda, visa analisar e expor o trabalho fotográfico de uma selecção específica deste corpus em dois museus de reconhecido mérito – o Museu do Porto e o Museu Nacional de Arte Contemporânea-Chiado. O projeto enfatiza o formato de exposição como meio para estudar e conservar material fotográfico e revelar o trabalho inédito de três fotógrafas portuguesas — Maria C. L. Magalhães, Margarida Relvas e Mariana Relvas. A par das fotografias, documenta-se a sua participação em exposições nacionais e internacionais e a colaboração em álbuns e periódicos do seu tempo. A exposição permitirá um envolvimento directo com o público, fomentando uma compreensão da importância histórica e cultural do seu trabalho fotográfico, contribuindo para uma narrativa mais ampla dos cenários sociopolíticos dos séculos XIX e XX em Portugal.
A investigação arquivística, já em curso, pretende identificar fotografias e demais documentação sobre o trabalho de fotógrafas, iniciar esforços de preservação e explorar o formato de uma exposição pública das imagens. Além disso, visa realizar uma análise comparativa das suas experiências com o contexto internacional durante o mesmo período, identificando semelhanças, diferenças e potenciais influências. A proposta de organizar um congresso internacional ampliará a discussão e os resultados do projeto, fomentando o diálogo com iniciativas similares já desenvolvidas noutros países.
A pesquisa será conduzida através da consulta e acesso de colecções em instituições como o Arquivo Histórico da Casa dos Patudos, Casa Estúdio Carlos Relvas, Biblioteca Nacional, Centro Português de Fotografia e o Museu Nacional de Arte Contemporânea – Chiado, entre outros. Além disso, colecções privadas foram já identificadas e contactadas, abrangendo a maioria do material existente (fotografias e documentos) sobre o tema em estudo.
Em síntese, o projeto visa a inscrição de autoras pouco reconhecidas ou esquecidas da história da fotografia, repensando os enunciados que melhor contextualizam o modo como foram centrais para irromper com a hegemonia masculina da profissão e contribuir para a emancipação da mulher na sociedade do final do século XIX e início do século XX. A pesquisa aprofundará as suas escolhas temáticas e artísticas, e examinará as suas perspectivas e contribuições não apenas na prática fotográfica em Portugal mas também na influência que tiveram nas estruturas profissionais, nas normas de género e na própria esfera social que as envolvia. Nesse sentido, está alinhado com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Agenda 2030, especificamente o ODS 5: Igualdade de Género.
Este projeto foi financiado por fundos nacionais através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), I.P., no âmbito do projeto FCT/PeX [2023.11306.PEX].
